Criança apresentava lesões e exames afastaram hipótese de transmissão congênita; mulher de 43 anos e homem de 32 anos foram presos preventivamente em Lavras (MG).
Um caso envolvendo uma criança de apenas 3 anos causou indignação em Lavras, no Sul de Minas Gerais. Uma mulher de 43 anos, avó da menina, e o namorado dela, de 32 anos, foram presos preventivamente sob suspeita de violência sexual contra a criança.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil de Minas Gerais, as investigações começaram após uma requisição do Ministério Público para apurar possíveis crimes envolvendo a menina.
Durante as diligências, informações obtidas junto aos órgãos de saúde e ao Conselho Tutelar apontaram indícios de violência. A criança apresentava lesões na região íntima e recebeu diagnóstico positivo para sífilis adquirida. Conforme a investigação, foi afastada a hipótese de que a doença tivesse sido transmitida de forma congênita.
Laudos médicos e o exame de corpo de delito também reforçaram os indícios investigados pela Polícia Civil.
Avó e namorado também testaram positivo.
Outro elemento que chamou a atenção dos investigadores foi o resultado dos exames dos dois suspeitos. Tanto a avó, de 43 anos, quanto o namorado dela, de 32, também tiveram resultado positivo para a mesma doença.
Segundo as informações divulgadas sobre o caso, a menina convivia diretamente com os investigados.
Diante dos elementos reunidos durante a apuração, a Justiça autorizou a prisão preventiva dos dois. Eles foram encaminhados ao sistema prisional e ficaram à disposição da Justiça. A investigação continua para esclarecer as circunstâncias e responsabilidades pelo crime.
Flávia Francischini cobra proteção e punições rigorosas.
Para a deputada estadual Flávia Francischini, casos envolvendo violência contra crianças reforçam a necessidade de atenção permanente das famílias e de punições mais severas para crimes sexuais.
“É impossível não se revoltar diante de um caso como esse. Estamos falando de uma menina de apenas 3 anos, que deveria estar cercada exclusivamente de cuidado, carinho e proteção. Precisamos estar atentos aos menores sinais e jamais ignorar mudanças de comportamento ou sinais físicos apresentados pelas crianças. E precisamos discutir punições cada vez mais rigorosas para quem comete crimes dessa natureza. Eu defendo a castração química para condenados por crimes sexuais contra crianças, dentro dos critérios estabelecidos pela legislação. Proteger nossas crianças precisa ser uma prioridade absoluta.”, afirmou Flávia Francischini.
O caso permanece sob investigação das autoridades competentes.