Violência contra a mulher cresce no Brasil e evidencia falhas na proteção às vítimas

FF Deputada Flávia Francischini | julho 24, 2026 | 2 min de leitura
Violência contra a mulher cresce no Brasil e evidencia falhas na proteção às vítimas
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Os números da violência contra a mulher continuam alarmando o país. De acordo com o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou *1.571 feminicídios em 2025, um crescimento de *4% em relação ao ano anterior.

Os dados revelam uma realidade preocupante: 96,4% dos feminicídios foram praticados por homens e 62,5% dos assassinatos aconteceram dentro da residência da vítima, justamente no ambiente onde elas deveriam encontrar proteção.

O levantamento também mostra que o feminicídio raramente acontece de forma repentina. Antes da morte, milhares de mulheres já haviam sido vítimas de violência. Para cada feminicídio registrado, houve em média *502 ocorrências de ameaça, *182 casos de agressão e 84 registros de descumprimento de medidas protetivas.

Os indicadores reforçam que o desafio vai além da punição dos criminosos. É necessário garantir que mulheres ameaçadas recebam proteção efetiva antes que a violência alcance seu desfecho mais grave.

Os dados do Anuário evidenciam a necessidade de fortalecer a rede de proteção, ampliar a integração entre os órgãos de segurança pública e garantir que denúncias de violência doméstica recebam resposta rápida e eficiente, especialmente nos casos em que já existem medidas protetivas em vigor.

Comentário da Deputada Flávia Francischini

Como mulher, mãe e parlamentar, recebo com enorme preocupação dados como esses. Nenhuma mulher deveria viver com medo dentro da própria casa, muito menos perder a vida depois de já ter buscado ajuda do Estado.

Grande parte dos feminicídios é precedida por ameaças, agressões e sucessivos pedidos de socorro. Isso mostra que precisamos aperfeiçoar os mecanismos de prevenção e garantir que as medidas protetivas sejam efetivamente cumpridas.

Na Assembleia Legislativa, sigo trabalhando para fortalecer políticas públicas que protejam mulheres e famílias, defendendo uma atuação integrada entre as forças de segurança, o Poder Judiciário e a rede de assistência, para que a intervenção aconteça antes que a violência se transforme em uma tragédia irreversível.

Proteger mulheres é proteger famílias. Essa precisa ser uma prioridade permanente do poder público.

Tags: Artigos Paraná Legislativo