O Brasil voltou a registrar um recorde preocupante na violência contra a mulher. Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 1.571 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2025, o maior número desde o início da série histórica. O total representa um aumento de 4% em relação ao ano anterior e confirma o quarto recorde consecutivo desse tipo de crime no país.
Os dados revelam um cenário alarmante. Em média, quatro mulheres foram assassinadas por dia apenas por serem mulheres. A maior parte dos crimes aconteceu dentro da própria residência da vítima e, na imensa maioria dos casos, o autor era o companheiro, ex-companheiro ou outro homem próximo da família.
Para a deputada estadual Flávia Francischini, os números exigem uma resposta firme do poder público e também levantam um debate sobre a forma como parte da sociedade reage a esse tipo de tragédia.
Comentário da deputada Flávia Francischini
“Esse recorde deveria provocar indignação nacional.
Onde estão agora aqueles artistas, influenciadores e celebridades que diziam defender as mulheres? Onde estão os grandes protestos, os shows, os vídeos emocionados e as campanhas que ocupavam as redes sociais?
A vida das mulheres vale menos porque o presidente mudou?
A minha indignação é a mesma, independentemente de quem esteja no governo. Mulher assassinada não pode virar estatística nem instrumento de disputa política.
Como ex-policial federal, eu aprendi que violência se combate com prevenção, inteligência, investigação, cumprimento rigoroso da lei e punição para quem agride e mata.
As mulheres brasileiras não precisam de militância seletiva. Precisam de proteção de verdade, de medidas que funcionem e de um Estado que aja antes que mais uma família seja destruída.
Quando o assunto é proteger mulheres e crianças, não existe lado político. Existe o lado certo: o lado das vítimas.”